terça-feira, setembro 19, 2017

Jam Cases - Review Hard Case

sexta-feira, setembro 08, 2017

Vídeo 02 - HMD clinic - ARPEJO EM G.

quarta-feira, abril 12, 2017

PRO-LOK BRASIL: Endorser Pro-Lok Brasil - Júlio Vallim

PRO-LOK BRASIL: Endorser Pro-Lok Brasil - Júlio Vallim:

 Guitarrista gaúcho, nascido em Porto Alegre, que traz em sua essência a música erudita, o chorinho, o blues e o heavy metal; temperado com sua musicalidade brasileira.
Com 22 anos de carreira possui formação em teoria musical no Instituto Cordas e Cordas (RS) e cursos de especialização no conservatório Souza Lima e EMT (SP). Atua na área didática e é professor de guitarra, violão e teoria musical desde 1996.
Julio Vallim já percorreu caminhos distintos da música, tocando em bandas de rap, rock, blues e funk, mas foi com sua antiga banda, Undertaker, que trilhou os caminhos do heavy metal e foi escolhido pelas lojas Multisom como um dos melhores guitarristas de Heavy Metal do RS, tendo uma música sua gravada pela loja de instrumentos musicais no CD “Multirock”.
Com uma carreira estabelecida no sul do país, foi escolhido “Melhor guitarrista” no Festival das Universidades do Sul, obtendo nota máxima em desempenho e originalidade  . Com o fim da banda Undertaker, seguiu em carreira solo, onde apresenta sua música instrumental recheada de suas peculiares e influências, mesclando a música clássica com o rock, baseado nos grandes mestres Bethoveen e Bach.
Em seu primeiro CD instrumental, intitulado "Compilação Universal", coloca suas versões para clássicos eruditos, populares e músicas próprias. Júlio Vallim também compõe trilhas para comerciais. Possui Graduação e Mestrado em Educação. Escritor  de livros didáticos em música para a editora Totem.
Release completo em:

domingo, agosto 07, 2016

Artes Marciais e Guitarra

 Como empregar a Disciplina Marcial no Treinamento da Guitarra
Por Julio Vallim

            As artes marciais - oriundas do Oriente - sempre foram caracterizadas por seu forte senso de disciplina, persistência e paciência. Ora, o que mais seria melhor no estudo da guitarra do que esses itens? no estudo da guitarra o instrumentista deve empreender e praticar sua atitude de persistência ao treinar as técnicas mais complicadas, precisa ter paciência ao executar o treinamento dessas técnicas, assim como necessita de uma rigorosa disciplina em relação a sua forma de estudar. A filosofia marcial tem muito a ensinar aos músicos, seja qual for o instrumento, quanto às atitudes corretas e direcionadas a um melhor aproveitamento de seu tempo de estudo, e prática no quesito aprendizagem e crescimento musical de um indivíduo.
            No Kung Fu, por exemplo, existem as formas( relacionadas à maneira do praticante marcial se posicionar em uma luta) caracterizadas por gestos e posicionamento do corpo; na música o instrumentista deve prestar atenção quanto a sua posição - desde a maneira como segura o instrumento até a posição das mãos, coluna, pernas - a fim de aproveitar o máximo de seu corpo sem prejudicar sua saúde, posteriormente. Uma posição errada do pescoço, braços e coluna pode acarretar contusões com o passar do tempo. Além disso, na filosofia de uma luta oriental é preciso regrar uma rotina de treinamento com afinco, apenas dessa forma a ascensão é possível. Na música ocorre o mesmo: o músico deve projetar uma forma associada ao seu estudo, regrando o tempo e apresentando subdivisões do mesmo. Desse jeito, torna-se viável o aprendizado das diferentes técnicas e um conhecimento aprimorado das mesmas.
            O pensamento interior que é projetado em um lutador marcial é o de que ele jamais deve pensar em como os outros lutam ou tentar focar em ser melhor que outrem, pois esse foco é totalmente equivocado e limita ao praticante atingir o máximo de sua habilidade. Na música, muitas vezes vemos e ouvimos certas discussões risórias, do tipo: fulano ou cicrano, quem é o melhor? levantar essas questões, segundo a teoria oriental, é a maior prova de que o indivíduo possui uma insegurança ou medo de não atingir seu limite e por isso retira o foco de si, colocando nos outros. Você jamais deve pensar em tocar como o guitarrista A ou melhor do que o guitarrista B, o foco deve ser direcionado a tirar o melhor de você, foque na sua prática e aprendizado, não em outros porque isso jamais lhe trará ascensão.
            A meditação e concentração - elementos essenciais em toda  filosofia do oriente - também contribuem de forma absurda a uma maior progressão do instrumentista a fim de que ele adquira reflexão sobre seus pontos mais fortes ou naquilo que ele mentaliza melhorar. É fundamental a concentração e o direcionamento: nas artes marciais devemos praticar muitas vezes o mesmo movimento, seja um soco, chute ou forma; no estudo de um instrumento não é diferente...o ser deve repetir,repetir,repetir...refletir,refletir,refletir...não basta executar uma frase 30 vezes se não procuramos a ouvir. No Kung Fu utilizamos um espelho a fim de obter uma visão do movimento executado, na guitarra o ideal é gravarmos tudo o que é treinado, grave,ouça, toque, grave novamente e ouça. Compare a evolução de um mesmo trecho tocado em um dia e duas semanas após esse, pois isso fará com que realmente possamos observar o resultante do estudo e se o direcionamento está correto.

            Assim sendo, é possível observar que podemos retirar muito de uma filosofia oriental para a vida, seja no estudo da música ou no modo que encaramos o dia a dia e nossas tarefas. Uma forma aplicável do Oriente seria mentalizar algo que estudamos, você pode estar em um ônibus e pensar naquele solo que está tirando, desde a sua execução ao tempo, palhetada, isso funciona até mesmo para que se mentalize mais rapidamente uma música inteira na cabeça. Funciona mesmo, pense nele antes de dormir e quando acordar. Temos muito a aprender com as artes marciais, ela pode nos ajudar e muito.

sábado, julho 23, 2016

Relic na Guitarra, você pode fazer em casa:


O relic ganha a cada dia mais espaço e se torna uma verdadeira febre entre os guitarristas. Você paga valores bem altos por uma guitarra relic, alguns acham uma enorme besteira pagar caro por uma guitarra que parece envelhecida;outros consideram mais esse tipo de instrumento. O que seria Relic? nada mais, nada menos do que o processo ou a arte de dar a um instrumento um toque vintage, deixá-lo com o ar de anos de uso, às vezes décadas, ou seja, aquele ar de desgaste, marcas, batidas que uma guitarra de muitos anos pode ter.
Após analisar muitos instrumentos desse tipo e achar que vários são muito artificiais, pois apresentam desgaste uniforme, simétrico, coisa que seria impossível, resolvi estudar a técnica a fim de fazer em uma guitarra minha, é fácil, gostei tanto que já tenho mais dois projetos em pauta.
A seguir vou passar alguns passos de como se pode fazer um relic com ar bem natural, basta uma chave de fenda, uma lima, lixas variadas em relação à espessura, óleo de peroba, corante, algum tipo de sujeira - isso mesmo, sujeira: pó, algo que dê sinal de desgaste temporal, usei cinzas de cigarro - e verniz spray para o acabamento.

COMO FAZER:

lixe a guitarra com uma lixa fina a fim de retirar o verniz que fica como acabamento no instrumento - nas guitarras naturais, sem verniz, esse passo já pode ser pulado - em seguida, comece com uma lixa fina em alguma parte escolhida do corpo do instrumento, passe apenas no local desejado a ser retirada a tinta. Faça movimentos retos de ida e volta, evite movimentos ovais, pois essa é a forma de lixar a fim de retirar a tinta, polimentos, etc., escolha pontos pequenos até se acostumar, fica mais fácil. 





sábado, abril 09, 2016

Guitarras de Acrílico

Alguns mitos

Muitas coisas são ditas sobre as guitarras de acrílico: que elas arranham com facilidade, que o timbre não se compara a uma boa madeira, o timbre é sem brilho, o sustain é ruim, o peso é o de 3 guitarras "normais",  e por aí vai... 
Bem, esse artigo é justamente para tentar elucidar alguns aspectos referentes a essa guitarra. De antemão, cito que todas as afirmações citadas são falsas, exceto a que refere ao peso. Realmente, as guitarras que possuem um corpo em acrílico pesam mais, mesmo se levarmos em conta as guitarras de madeira mais antigas e pesadas. 

O material

Para início de conversa, o acrílico não é "apenas um plástico", como alguns dizem. Lembrando que o plástico pode ser do tipo de uma sacola de mercado até algo que interrompa o caminho de uma bala de pistola 44. Ou seja, o material tem diferentes formas. Até alguns carros esporte possuem base de acrílico em sua carcaça.

Os instrumentos dotados de um corpo em acrílico possuem um belo visual, sua transparência perfaz um aspecto diferente, moderno e agradável aos olhos dos mais exigentes.
Muitas guitarras com esse material recebem iluminação com leds, compondo um estilo muito peculiar e aspecto vistoso em palco. Steve Vai é um exemplo de instrumentista que utiliza uma dessas guitarras.

  Timbre

Podemos dizer que com bons captadores o timbre não perde em nada para a madeira. A Ibanez 20 Th (Guitarra comemorativa da marca) apresenta um timbre excelente, sustain equilibrado e brilho suave. A ponte pode ser rebitada, não há a necessidade do uso de parafusos como na madeira, mas prefiro o uso destes, pois são melhores para um ajuste correto e pessoal junto ao instrumento.

Como cuidar da guitarra

Para manter o aspecto do instrumento intacto, basta que não se utilize abrasivos, apenas polidores, como lustra-móveis, óleo de peroba e outros. Eles retiram qualquer arranhão. Nunca se deve utilizar álcool na limpeza. Desta forma o acrílico mantém sempre uma aparência brilhosa e dá um ar de novo ao instrumento.

Comparação

Considero o acrílico muito superior aos outros materiais para guitarra (que não madeira), como o alumínio ou a fibra de carbono. O fator que desagrega sorrisos é o elevado peso. Enquanto uma guitarra feita em madeira pesa de 3kg (as mais modernas, tipo Ibanez Prestige) a 5kg, uma guitarra de acrílico pesa entre 6,5 kg a 8,5 Kg.
Autor: Júlio Vallim

Artigo escrito para o site Guitar Coast: http://www.guitarcoast.com/2015/05/guitarras-de-acrilico_6.html